Oscar: os artistas que mais ganharam e alguns injustiçados

A cerimônia de entrega do Oscar existe há quase 85 anos (a primeira foi em 16 de maio de 1929). O prêmio mais cobiçado do cinema mundial começou a ser televisionado em 1953, e já premiou milhares de artistas. Conheça agora quem mais levou a desejada estatueta para casa, e também os famosos que não ganharam, mas que ofuscam alguns vencedores.

Walt Disney

O criador do Mickey Mouse é o artista que mais vezes subiu ao palco da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood para receber o Oscar. Algumas fontes apontam 32 estatuetas, outras mostram 29, nós do Rebobine somamos 26 prêmios, entre animações, documentários e prêmios especiais. Mas até o próprio Disney deve ter perdido a conta de quantos prêmios ganhou da Academia. Clique aqui:  Walt Disney e veja tabela com os 26 Oscar do produtor e executivo mais fluente da história. 

 

Ben-Hur, Titanic e O senhor dos anéis – O retorno do rei

Já com o filme que mais ganhou, há um tríplice empate, com 11 estatuetas cada: Ben-Hur (1959); Titanic, (1997); e O senhor dos anéis – O retorno do rei (2003). O primeiro consumiu 280 horas de negativos para chegar à duração de 211 minutos.

Katharine Hepburn e John Ford

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Em sentido horário: Katharine Hepburn em dois momentos nos anos 30, o diretor John Ford e Katharine com o ator Spencer Tracy em Adivinhe quem vem para jantar (1967)

Quatro vezes vencedora na categoria “Melhor Atriz”, Katharine Hepburn nunca esteve na cerimônia para receber seus prêmios. Ganhando por suas atuações em: Manhã de glória (1933), Adivinhe quem vem para jantar (1967), O leão no inverno (1968), e Num lago dourado (1981). O diretor de faroestes John Ford também recebeu quatro estatuetas. O delator (1935), As vinhas da ira (1940), Como era verde o meu vale (1941), e Depois do vendaval (1952), foram os filmes que deram a Ford o Oscar de melhor direção.

Alfred Newman e John Williams

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A trilha sonora em um filme é sempre um sucesso à parte. Dois compositores são os recordistas nesta categoria: Alfred Newman e John Williams. O primeiro recebeu 45 indicações ao Oscar ao longo de mais de 30 anos, vencendo nove vezes. Algumas trilhas de sua tutela são dos filmes: Epopeia do jazz (1938), A canção de Bernadette (1943), O rei e eu (1956), e O diário de Anne Frank (1959). O segundo teve 48 indicações, levando o prêmio em cinco ocasiões, por: O violinista no telhado (1971), Star Wars – Guerra nas estrelas (1977), Tubarão (1975), E.T – O extraterrestre (1982), e A lista de Schindler (1993).

Edith Head

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Edith com seis dos seus oito Oscar

A figurinista obteve oito prêmios. Head fez as roupas de clássicos como A malvada (1950), A princesa e o plebeu (1953), e Golpe de mestre (1973). Trabalhou por 44 anos no departamento de figurinos da Paramount e vestiu estrelas como Jean Harlow, Marlene Dietrich, Bette Davis, Audrey Hepburn, Grace Kelly, Ingrid Bergman, Paul Newman e Robert Redford.

Itália

O país que mais venceu na categoria “Melhor Filme Estrangeiro” foi a Itália, com 13 vitórias. Logo ao seu lado vem a França com 12 prêmios. A categoria existe desde 1957, porém entre 1948 e 1956 era entregue como um prêmio especial. As 13 produções oscarizadas foram: Vítimas da tormenta (1948); Ladrões de bicicletas (1950); Três dias de amor (1951); A estrada da vida* (1957); Noites de Cabíria* (1958); Oito e meio* (1964); Ontem, hoje e amanhã (1965); Investigação sobre um cidadão acima de qualquer suspeita (1971); O jardim dos Finzi-Contini (1972); Amarcord* (1975); Cinema Paradiso (1990); Mediterrâneo (1992); e A vida é bela (1999).

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Fellini estuda uma cena de A estrada da vida (1954), com a atriz e esposa Giulietta Masina e cena de A vida é bela (1997)

*O cineasta italiano Federico Fellini foi o responsável por quatro dos 13 longas vencedores. Fellini ainda ganhou um quinto Oscar em 1993, este pelo conjunto de sua obra.

“Quem nunca” (os injustiçados)

Realmente houve muitos injustiçados, porém é de ficar boquiaberto ao saber que monstros da arte como Charlie Chaplin, Orson Welles, Hitchcock e Stanley Kubrick nunca ganharam nas principais categorias. O primeiro, famoso universalmente com seu Carlitos, levou apenas um Oscar especial por O circo, em 1932, e um honorário, em 1972. Orson Welles era prodígio, aos 25 anos escreveu, dirigiu e atuou em Cidadão Kane (1941) – filme considerado pela crítica como um dos mais importantes da história já realizado – das nove indicações que o clássico recebeu, Welles teve que se contentar apenas com o Oscar de roteiro original.

Igual a Welles, Stanley Kubrick também só ganhou uma estatueta, esta de efeitos especiais por 2001 – Uma odisseia no espaço (1968), o realizador de filmes como Spartacus (1960), Doutor Fantástico (1964), Laranja mecânica (1971), e O iluminado (1980), foi indicado cinco vezes como roteirista e quatro como diretor, entretanto só batia na trave. Com o mestre do suspense não foi diferente, Alfred Hitchcock recebeu cinco indicações como Melhor Diretor – Janela indiscreta (1954) e Psicose (1960) foram alguns dos clássicos, pelos quais o cineasta foi indicado. Mas um filme seu ganhou na categoria de Melhor Filme: Rebecca, A mulher inesquecível (1940), mas a Academia preferiu oscarizar outra direção neste ano, dando-lhe um especial – o prêmio Irving G. Thalberg – em 1968.

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Um dos cartazes do filme Rebecca – A mulher inesquecível e cena do longa 2001 – Uma odisseia no espaço

Já na categoria de Melhor Atriz, quatro divas sequer chegaram perto do “moço careca”. A alemã Marlene Dietrich teve duas indicações nesta categoria, por Marrocos (1930), e Testemunha de acusação (1957). Dietrich fez sucesso em Hollywood, mas nunca levou o prêmio para casa. Greta Garbo recebeu quatro indicações: Anna Christie e Romance, ambos no mesmo ano (1931); A dama das camélias (1937), e por Ninotchka (1939). Em 1931, os votos se dividiram e a atriz Norma Shearer acabou ganhando por A divorciada. Anos mais tarde a Academia de Hollywood decidiu presentear Garbo com um Oscar, pela sua contribuição à sétima arte, porém a bela sueca não foi recebê-lo. Marilyn Monroe, a loira mais sexy que já existiu na telona, era considerada uma piada para os poderosos da Academia. Nunca recebeu nenhuma indicação ao prêmio, nem quando ganhou o Globo de Ouro por Quanto mais quente melhor (1959). Indicada seis vezes ao Oscar, três como Atriz Coadjuvante e três como Melhor Atriz – por Atração fatal (1987), Ligações perigosas (1988), e Albert Nobbs (2011) – Glenn Close ainda não têm em sua estante o cobiçado prêmio, que em 1988, foi parar nas mãos da atriz/cantora Cher, por Feitiço da lua, e em 1989 perdeu para Jodie Foster, por Acusados.

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Marlene Dietrich e Glenn Close

Como diz o ditado “quem espera sempre alcança”, ou seria “cansa”? Enfim, só sabemos que o Oscar é sonho para quase todos que trabalham no ramo cinematográfico. Até nossa Fernanda Montenegro e Fernando Meirelles já tiveram seus dias no tapete vermelho. Vamos esperar para ver as próximas cenas desta competição.

Referências:

Livro: 1000 que fizeram 100 anos de cinema Págs. 105 e 165;

Revista  SET Mar. 1998 Ed. 129 Págs. 16,17,19 e 21;  Revista Monet Fev. 2007 Ed. 47 Págs. 41 e 42.

Site: Terra.com ( http://www.terra.com.br/cinema/infograficos/oscar2008/premiados10.htm )

Youtube.com; Fotos do Google

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